segunda-feira, 17 de maio de 2010

MONSENHOR LUIZ MARQUES É PRESO APÓS ACAREAÇÃO COM EX-COROINHAS

Durante o depoimento do monsenhor Luis Marques, prestado na tarde deste domingo (18) ao senador Magno Malta – presidente da CPI da pedofilia e que desde terça-feira está em Arapiraca (AL) – foram feitas novas revelações sobre o envolvimento de padres com menores.


Marques, que aparece em um vídeo mantendo relações sexuais com um ex-corinha da igreja católica afirmou ter recebido um duro golpe, por parte de quem comeu a sua mesa e citou trechos bíblicos ao contar que estaria sofrendo muito. “Fui condenado e apedrejado, assim como aconteceu com Jesus”, destacou.

Ao ser questionado pelo senador se era homossexual, o monsenhor pediu para não responder a pergunta. Ele confirmou ter participado das cenas mostradas pelo vídeo, que foi destaque nacional no programa do jornalista Roberto Cabrini, no SBT e chegou a ser comercializado nas ruas de Arapiraca.

O monsenhor disse estar arrependido e ao ser colocado frente-a-frente com os ex-corinhas, Flávio, Anderson e Fabiano para uma acareação, confirmou que pagava escola para os meninos com quem mantinha relações sexuais.

Ele destacou que para isso, usava seu próprio dinheiro e não as doações feitas pelos fiéis. O monsenhor negou a acusação de que pegava nos órgãos genitas dos corinhas da igreja quando eles eram menores, mas foi desmentido pelas vítimas.

Os depoimentos estão sendo acompanhados por dezenas de pessoas. Uma mulher chegou a gritar que não acreditava no que os ex-coroinhas diziam e foi avisada por Magno Malta de que seria retirada da sala, caso voltasse a interromper.

A versão de Luis Marques foi confrontada com a do padre Edilson, que foi ouvido novamente pelo presidente da CPI nesta tarde. No depoimento prestado ontem, ele confessou ser homossexual e prometeu ajudar a averiguar o caso, em troca da delação premiada.

Durante a acareação o padre Edilson voltou a afirmar que o monsenhor também mantinha relações sexuais com os ex-corinhas e pediu proteção a CPI. “O monsehor Raimundo é uma pessoa perigosa”, disse. Luis Marques afirmou saber que o padre Edilson matinha relações com menores e chegou a avisar ao bispo de Penedo, o salesiano Dom Valério Breda.

A Polícia Federal realizou buscas na casa do monsehor Luis Marques e encontrou várias garrafas de wisk, vodka e cerveja, que foram mostradas à platéia que acompanhou os depoimentos.

O monsenhor disse que era normal ter bebidas em casa, para oferecer as visitas. Mas, os ex-coroinhas revelaram que ele costumava colocar wisk nos órgãos genitais das vítimas para fazer sexo oral.

Foram encontrados ainda cremes lubrificantes, que aparecem no vídeo sendo usados por Fabiano para ter relações sexuais com o monsenhor. Marques disse que os ex-corinhas pediram R$ 5 milhões para destruir o vídeo, e que depois de 30 dias, após uma negociação feita entre três advogados ele entregou R$ 32 mil ao advogado Daniel Fernandes, para que o dinheiro fosse pago aos jovens.

Porém, eles afirmaram que algumas contas no valor de R$ 500,00 foram pagas, mas que o resto do dinheiro não foi repassado. Os ex-coroinhas contaram que foram ameaçados pelo advogado, que disse ter conseguido mandados de prisão para eles.

Prisão

Mesmo após o pedido de perdão a CPI pediu a prisão de Monsenhor Luiz Marques por pedofilia, sendo ele detido imediatamente, junto com o padre foram presos Maria Isabel, que trabalhava na casa do padre e o seu motorista José Reinaldo, os dois por falso testemunho.

Mesmo com a confissão muita gente se emocionou e chorando pediam para que o padre não fosse preso, mas a grande maioria de disse revoltada com a situação.

FONTE: TRIBUNA POPULAR

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